"A presença do Papa no Twitter é
adequada ao modo em que o homem se comunica hoje". Foi o que afirmou o
padre italiano Antonio Spadaro, assessor do Pontifício Conselho para as
Comunicações Sociais, do Vaticano, e editor responsável pela revista “La
Civiltà Cattolica”, em visita ao Brasil para participar do Seminário de Jovens Comunicadores, realizado no último final de semana em São Paulo.
Segundo ele, é normal que o Papa
tenha uma conta no Twitter, uma das redes sociais mais utililizadas no
mundo, pois esses meios tem se transformado em lugares de reflexão e
partilha de ideias, bem como de valores e momentos de vida. "Tantos
líderes religiosos já estão no Twitter. Portanto, eu diria que é normal
que o Papa tenha uma conta que faça referência a ele", destacou padre
Spadaro.
Outro ponto lembrado pelo sacerdote é o de que os 140 caracteres utilizados para enviar uma mensagem no Twitter não são impedimento para a partilha de mensagens profundas.
"Na mensagem, escrita pelo Papa para a Jornada das Comunicações Sociais, a mais recente, Bento XVI, mesmo não citando o Twitter, escreve que na essência das mensagens breves, muitas vezes não muito mais longas do que uma passagem bíblica - e aqui a referência parece-me evidente - podem-se exprimir pensamentos profundos se cada um de nós não deixar de cultivar a sua interioridade", recorda padre Spadaro.
E complementa: "Esta, portanto, é a chave de leitura justa e de acertada interpretação: cultivar a própria interioridade. Graças a isto é possível exprimir mensagens essenciais, ditas com palavras precisas, que requerem um certo esforço de linguagem, eu diria quase como que um esforço poético, para conjugar sabedoria e clareza. Esta é a linha mestra pela qual a expressão sintética não vem em detrimento da profundidade ou da lentidão de assimilação. Mas, eu diria, que quase ao contrário, favorece a ligação a uma meditação mais densa. É o que demonstra o grande sucesso dos versos e da poesia no Twitter. Na nossa vida frenética compreende-se a necessidade de ter alguma coisa de sapiente que possa quebrar a rotina do cotidiano colocando uma pequena semente de reflexão e meditação".
Outro ponto lembrado pelo sacerdote é o de que os 140 caracteres utilizados para enviar uma mensagem no Twitter não são impedimento para a partilha de mensagens profundas.
"Na mensagem, escrita pelo Papa para a Jornada das Comunicações Sociais, a mais recente, Bento XVI, mesmo não citando o Twitter, escreve que na essência das mensagens breves, muitas vezes não muito mais longas do que uma passagem bíblica - e aqui a referência parece-me evidente - podem-se exprimir pensamentos profundos se cada um de nós não deixar de cultivar a sua interioridade", recorda padre Spadaro.
E complementa: "Esta, portanto, é a chave de leitura justa e de acertada interpretação: cultivar a própria interioridade. Graças a isto é possível exprimir mensagens essenciais, ditas com palavras precisas, que requerem um certo esforço de linguagem, eu diria quase como que um esforço poético, para conjugar sabedoria e clareza. Esta é a linha mestra pela qual a expressão sintética não vem em detrimento da profundidade ou da lentidão de assimilação. Mas, eu diria, que quase ao contrário, favorece a ligação a uma meditação mais densa. É o que demonstra o grande sucesso dos versos e da poesia no Twitter. Na nossa vida frenética compreende-se a necessidade de ter alguma coisa de sapiente que possa quebrar a rotina do cotidiano colocando uma pequena semente de reflexão e meditação".
Fonte: cançao nova
