“Não joeires a todos os ventos, não andes por qualquer caminho, pois é
assim que se revela o pecador de linguagem dúbia. Firma-te no caminho do
Senhor, na sinceridade de Teus sentimentos e de Teus conhecimentos,
nunca te afastes de uma linguagem pacífica e equitativa.” (Eclo 5,
11-12)
O Senhor nos suscitou as seguintes palavras de exortação e sabedoria:
“Prudência. Cautela. Não joeires aos quatro ventos, não te apresses em
dar tua opinião sobre tudo. Verás o peso que sairá de tuas costas se não
ficares preocupado em fazer os outros saberem de tua opinião. Guarda-a
para ti e só fala quando te perguntarem. Assim agirás como um ato de
obediência a Mim, porque estou te pedindo. No teu silêncio Eu estarei
agindo, iluminando teu entendimento. Te surpreenderás, também, de como
teu entendimento será depurado, refinado através da escuta dos outros.
Quanto mais te exercitares na escuta e no silêncio, mais percepção terás
das nuances de intenção dos outros e, sobretudo, uma maior clareza do
certo e do errado. Não quero, absolutamente, que te afastes da verdade.
Considera que os outros também podem ter algo importante para dizer e
que talvez o que eles dirão está mais próximo da verdade do que pensas.
Honra os outros no teu coração e nos teus pensamentos. Eu honro todos os
meus filhos e dou importância a cada um, de modo pessoal. Te alerto
para algo importante: Ao falar quererás agradar a mim ou aos outros?
Concordarás com os outros só para conquistar sua estima ou é o meu
apreço que procuras? Não te apresses em aderir ao pensamento dos outros e
às suas opiniões. Submete a mim o julgamento e Eu te darei o
discernimento. O teu silêncio será uma espera na Minha presença até que
Eu me manifeste. Então poderás falar.”.
Certa vez, num Encontro Nacional de Pregadores, em Aparecida/SP, Dom
Alberto Taveira, que era o pregador oficial, nos ensinou como agir
quando estamos conversando com os outros. Dizia ele, mais ou menos
nessas palavras: “Quando o outro fala, aja como se ele fosse o pai e
você o filho. Escute com respeito até que ele diga o que tem a dizer.
Então, você poderá falar e falará como um pai e ele será o filho. Quando
o pai e o filho estão presentes, temos aí a presença do Espírito Santo e
o amor da Santíssima Trindade”. O que Dom Alberto queria ilustrar é
mais ou menos o teor da palavra de sabedoria acima, que devemos acolher o
que os outros têm para nos dizer com respeito, sabendo calar até chegar
o momento certo de nos manifestar e que se assim fizermos teremos uma
graça especial de Deus a nos ajudar.
Que o Senhor nos dê essa graça!
Maria Beatriz S. Vargas
Secretária Geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL
Secretária Geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL
